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Onda roxa começa hoje e comerciantes alertam que 'setor pede socorro'

Fecomércio MG afirma que empresários não conseguem mais arcar com as obrigações financeiras sem o apoio governamental



Créditos da imagem: Leandro Couri/EM/D.A Press
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Cena de comércios fechados virou rotina em Belo Horizonte. Na foto, estabelecimentos vagos na rua da Bahia, no Centro
Thiago Alves
17/03 às 10:35
Atualizado em 17/03 às 11:05

A partir desta quarta-feira (17), Belo Horizonte e outros 852 municípios mineiros devem adotar o toque de recolher entre 20h e 5h. A medida faz parte da 'onda roxa' que o governador Romeu Zema impôs a todo o Estado por causa da situação crítica do sistema hospitalar, à beira de um colapso.

Em nota enviada para a imprensa nesta terça-feira, a Fecomércio MG, entidade que representa 580 mil empresários do comércio de bens, serviços e turismo de Minas, disse compreender a decisão tomada pelo governo de Minas Gerais. No entanto, a entidade alerta que o 'setor terciário pede socorro'.

"Os empresários não conseguem mais arcar com as obrigações financeiras sem o apoio governamental e união das esferas federal, estadual e municipais. Por isso é preciso adotar medidas financeiras, como prorrogação e revisão das taxas de empréstimos, além a votação da emenda constitucional que permite a volta do programa de suspensão de contratos e redução de salário e jornada", traz um trecho do comunicado.

A Federação ressaltou a urgência na definição e adoção de medidas que contribuam para minimizar os impactos do novo fechamento do comércio e destacou a necessidade de o governo federal regulamentar a reedição do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. "A iniciativa permitirá às empresas que suspendam contratos de trabalho e reduzam jornadas e salários, viabilizando assim a manutenção das empresas e dos empregos. Além disso, é preciso ampliar e acelerar o programa de imunização da população. Afinal, só com todos vacinados, poderemos garantir o futuro da nossa economia e a reabertura definitiva das atividades, resgatando a confiança de empresários e consumidores".

Por fim, a Fecomércio disse se preocupar com os empresários que, "a cada dia, veem seus estabelecimentos findarem, sem previsibilidade ou solução ágil e palpável para salvar seus negócios. Sozinhos, não conseguem arcar com todos os efeitos provocados pela pandemia. Por isso, é preciso união de todos, principalmente apoio federal para a aprovação de programas e leis que auxiliar os brasileiros em um dos momentos mais graves da história mundial".

Crise contribuiu para o fechamento de quase 24 mil empresas em BH

De acordo com a Fecomércio MG, 23.982 empresas foram extintas em Belo Horizonte em 2020. Em janeiro deste ano, outras 2.416 empresas fecharam as portas. Na semana passada, o Sou BH publicou uma reportagem mostrando a relação entre a implantação de medidas restritivas e o fechamento de bares e restaurantes tradicionais da cidade, como o Celeiro de Minas, Vecchio Sogno, Cafeteria Benzadeus, Dona Tomoko, Alma Chef e A Favorita.

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