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O que se sabe até agora sobre a nova variante do coronavírus em Belo Horizonte

Um conjunto de 18 mutações do vírus que ainda não haviam sido identificadas e detalhadas por cientistas foi descoberto na capital mineira



Créditos da imagem: Pixabay
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Se confirmada, a variante do coronavírus encontrada em Belo Horizonte pode entrar em listas internacionais de variantes conhecidas
Redação Sou BH
08/04 às 08:35
Atualizado em 08/04 às 08:35

Pesquisadores da UFMG e do Grupo Pardini alertaram nesta quarta-feira (7) que uma nova variante do novo coronavírus pode estar circulando em Belo Horizonte e outras cidades mineiras. 

A equipe sequenciou 85 genomas de Sars-CoV-2 de amostras clínicas coletadas na região metropolitana de Belo Horizonte e identificou dois novos genomas com um conjunto de 18 mutações desconhecidas, o que caracteriza possível nova cepa do Sars-CoV-2.

Se confirmada, ela pode entrar em listas internacionais de variantes conhecidas do novo coronavírus. Até o momento, a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA destacam cinco variantes entre as mais preocupantes:

- P.1 (conhecida como a variante de Manaus)

- B.1.1.7 (detectada inicialmente no Reino Unido)

- B.1.351 (África do Sul)

- B.1.427 (Estados Unidos)

- B.1.429 (Estados Unidos)

Pelo Twitter, o biólogo e doutor em virologia Atila Iamarino escreveu sobre o assunto e criticou as ações do governo federal.

"Enquanto o plano de ação federal for promover o contágio, o que coloca vulneráveis, curados e vacinados em contato com o coronavírus, teremos variantes sendo geradas. Evolução é implacável e estamos selecionando vírus mais transmissíveis e que reinfectam", escreveu.

Em outra publicação, Iamarino afirmou que, "daqui pra frente, veremos mais mutações semana sim, semana sim. Temos vigilância molecular para detectar e oportunidades para o vírus circular e sofrer mutações à vontade. Mas minha atenção vai pra aquelas que estiverem passando a predominar".

Ainda não há informações suficientes para saber se as mutações descobertas em Belo Horizonte de fato constituem uma nova variante. Assim, cientistas ainda não podem afirmar se ela é ou não mais transmissível ou letal.

Mas os pesquisadores afirmam que "os resultados da pesquisa requerem urgência de esforços de vigilância genômica na região metropolitana de BH e estado de Minas Gerais" para avaliação da situação.

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